quinta-feira, 10 de novembro de 2011

CO-CONTRAÇÃO MUSCULAR



o fenômeno caracterizado pela contração simultânea de um ou mais músculos em torno de uma articulação.
Sabe-se também que a medida de co-contração tem sido bastante utilizada para medir a qualidade de coordenação motora, Além disso, a presença excessiva de co-contração tem sido associada a patologias neuromusculares como uma possível causa de movimentos anormais e ineficientes.
Caracterizada pela ativação simultânea dos músculos agonistas como dos antagonistas, esse fenômeno tem importante papel na rigidez muscular dinâmica (Williams et all, 2001). Pelo que se sabe a CCM atua na estabilidade por meio de ajustes antecipatórios e reativos evidenciado pelo comportamento da atividade mioelétrica dos músculos que cruzam uma articulação, proporcionando maior estabilidade articular (Gardner-Morse, Stokes, 2001)
Duas abordagens pode-se tirar quando se fala em co-contração muscular, a primeira é que alguns fatores ligam este fenômeno a rigidez muscular, a ineficiência da função muscular e a um alto gasto energético, por outro lado alguns autores estão ligando este fenômeno à ganhos de estabilidade articular dinâmica, por tanto algo positivo. De acordo com esses autores não podemos então julgar a co-contração e sim saber usá-la em seu objetivo, a critério de cada profissional.
Existe um grande problema quando se pensa em medir a co-contração muscular, a definição de uma método que seja “PADRÃO OURO” para fazer essa análise, vários autores fizeram estudos para medir a co-contração, porém      cada autor fez a medida de uma maneira diferente, mostrando assim resultados diferentes e não satisfatórios com relação à esse fenômeno, por isso este tema fica ainda aberto e deixando margens para que cada pessoa tire suas conclusões, pois somente quando um padrão ouro for determinado e estudos realizados poderemos determinar realmente se a co-contração é um fenômeno de grande valia o maléfico.
NORKIN, C.C.; LEVANGIE, P.K.. Muscle structure and function. In: NORKIN, C.C., LEVANGIE, P.K.. Joint structure and function: a comprehensive analysis, 1 st  ed., Philadelphia, Davis Company, 1992, 92-104.
BROUWER, B., ASHBY, P.. Altered corticalspinal projections to lower limb motoneurons in subjects with cerebral palsy. Brain. 1991; 114: 1395-1407.
M I L N E R - B R O W N ,   H . S . ;   P E N N ,   R . D . . Pathophysiological mechanism in cerebral palsy. J of Neurolol Neurosurg Psychiatry. 1979; 42: 606-618. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postar um comentário