quarta-feira, 25 de junho de 2014

Cadeira extensora - Vale a pena ou não?


O fortalecimento muscular do quadríceps femoral, tem sido bastante estudado nos últimos tempos, porém a literatura diverge quanto à angulação para ativação destes músculos e seus sinergistas com a utilização da cadeira extensora. Não é difícil encontramos por ai profissionais que gostem de usar bastante esse exercício em seus treinamentos. Não é difícil também encontramos profissionais que, em seus treinamentos, pedem para seu alunos uma contração maior no final da execução do movimento, dando uma "esmagada" no músculo, segundo esses profissionais o vasto medial seria mais ativado melhorando o "desenho" da coxa.

No entanto artigos científicos mostraram que essa "esmagada" na angulação final do movimento existe um maior recrutamento do vasto lateral em relação ao oliquo e medial. Aumentando inclusive o risco de lateralização da patela, uma enfermidade que deve se tomar muito cuidado ao ser tratada. Para piorar ainda essa situação também é sabido que os últimos 30 graus de extensão dos joelho existe um aumento da pressão de contato femoropatelar piorando o quadro para quem possui condromalacia patelar, problema acometido na grande maioria de mulheres.

Portanto muito cuidado quando estiver planejando seus treinamento e quando estiver executando-os com seus clientes, muito ajuda quem não atrapalha. Fique atento e mostre que tem conhecimento usando a ciência a seu favor. 

Porém a pergunta que fica, não utilizo mais a cadeira extensora?

Eu particularmente não gosto muito de utilizar pois é um exercício que trabalha menos músculo do que nos exercícios de cadeia cinética fechada, não é um exercício natural e também menos segura. Signorile em uma publicação com data de 1994 já alertava para os cuidados com esse tipo de exercício.

Caso realmente você goste muito de usá-la, faça-a com moderação, assim você preservará os joelhos dos seus clientes, o seu cliente e o seu bolso.



segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Quando médicos deixam de ser profissionais de saúde - Terapias hormonais

Olá galera tudo bem? Neste post de hoje gostaria de pedir licença ao renomado DR. PAULO GENTIL e replicar sua postagem na íntegra aqui no blog, Doutor em Ciências de Saúde, Graduado em Educação Física e Autor de livros sobre Emagrecimento e Hipertrofia tem total conhecimento para falar do assunto que virá logo abaixo, precisamos mais de profissionais iguais a este para que nossa área passe a ser mais respeitada, OBRIGADO PROFESSOR PELO ÓTIMO POST, replico aqui para conhecimento de profissionais e leigos no assunto, espero que gostem assim como eu gostei. Abraços

PARTE 1

A reportagem jogou da Veja jogou no ventilador algo que vem nos assombrando há tempos: há muitos médicos prescrevendo hormônios em dosagens altas com finalidades estéticas. O que está acontecendo é que os oportunistas se renderam ao que o Mundo já sabe há décadas: o uso de determinados hormônios ajuda a melhorar o desempenho e a composição corporal! A questão ética é gravíssima, e tenho esperanças que haja ações direcionadas para proteger a sociedade desses elementos, mas vou tratar aqui da questão mais técnica...

Para mascarar o fato de estarem simplesmente dando bomba aos seus pacientes, esses médicos aplicam uma nova roupagem às suas práticas, e com isso conseguem vender um produto mais caro e ao mesmo tempo em que parecem menos imorais. Três roupagens bem conhecidas são os: Implantes subcutâneos (chips), Modulação hormonal e Reposição Hormonal.

Reposição Hormonal: Talvez o maior disparate de todos seja fazer em reposição hormonal! Existem referencias para as taxas hormonais e uma reposição só deve existir se s valores estiverem abaixo da normalidade e falar em reposição de testosterona para mulheres e homens saudáveis é quase uma piada! Por exemplo, a produção de testosterona de uma mulher é cerca de 0,2 a 0,4 mg/dia, portanto, mesmo um comprimido de 5 mg de oxandrolona já resultará em uma carga de hormonios de mais de 10 vezes a normalmente encontrado nas mulheres e já seria suficiente para induzir masculinização. (Menke et all; 201. Freriks et all; 2013). Aliás, mesmo que seja detectadas alterações nos valores hormonais, os édics especializados é que decidiram a terapia necessária. E médico especializado não é oftalmologista, esteticista ou sei lá o que


Modulação hormonal - outra falácia é usar o termo "modulação hormonal" e "hormônios bioidênticos". Isso não passa de um joguete semântico, afinal quando alguém injeta hormônio em si mesmo, ele nada mais faz do que alterar seu status hormonal, ou seja, "modula" seus hormônios. Falar em hormônios bioidênticos é outra cascata que chega a ser cômica! Por mais que pareça simpático falar em coisas "naturais", os hormônios sintéticos foram produzidos justamente para minimizar efeitos indesejados enquanto maximizam os positivos. Assim, usar as variações "bioidênticas" seria regredir algumas décadas em termos de qualidade farmacológica. Tanto que estudos apontam que os "bioidênticos" são menos eficientes que os hormônios normalmente usados (Sood et al., 2013; Whelan et al., 2013). Essa área de Modulação Hormonal nem ao menos é reconhecida pela Ciência, pois a sua ideia, por si só, de dar doses "suplementares" de hormônios para melhorar estética e performance é antiética!


O texto seguirá tratando dos implantes, os famosos chips....

(Paulo Gentil)
@drpaulogentil

Menke LA, Sas TC, de Muinck Keizer-Schrama SM, Zandwijken GR, de Ridder MA, Odink RJ, Jansen M, Delemarre-van de Waal HA, Stokvis-Brantsma WH, Waelkens JJ, Westerlaken C, Reeser HM, van Trotsenburg AS, Gevers EF, van Buuren S, Dejonckere PH, Hokken-Koelega AC, Otten BJ, Wit JM. Efficacy and safety of oxandrolone in growth hormone-treated girls with turner syndrome. J Clin Endocrinol Metab. 2010 Mar;95(3):1151-60. doi: 10.1210/jc.2009-1821. Epub 2010 Jan 8.

Freriks K, Sas TC, Traas MA, Netea-Maier RT, den Heijer M, Hermus AR, Wit JM, van Alfen-van der Velden JA, Otten BJ, de Muinck Keizer-Schrama SM, Gotthardt M, Dejonckere PH, Zandwijken GR, Menke LA, Timmers HJ. Long-term effects of previous oxandrolone treatment in adult women with Turner syndrome. Eur J Endocrinol. 2012 Dec 10;168(1):91-9. doi: 10.1530/EJE-12-0404. Print 2013 Jan.

Sood R, Warndahl RA, Schroeder DR, Singh RJ, Rhodes DJ, Wahner-Roedler D, Bahn RS, Shuster LT. Bioidentical compounded hormones: a pharmacokinetic evaluation in a randomized clinical trial. Maturitas. 2013 Apr;74(4):375-82. doi: 10.1016/j.maturitas.2013.01.010. Epub 2013 Feb 4.

Whelan AM, Jurgens TM, Trinacty M. Bioidentical progesterone cream for menopause-related vasomotor symptoms: is it effective? Ann Pharmacother. 2013 Jan;47(1):112-6. doi: 10.1345/aph.1R362. Epub 2012 Dec 18.!



PARTE 2

Implantes subcutâneos - o implante subcutâneo de testosterona foi apresentado á quase um século como alternativa aos comprimidos e injeções. A mair crítica a esse método é devido à dificuldade em estimar o quando de testosterona é liberada, pois a carga hormonal pode variar em mais de 1 vezes para uma mesmo tipo de implante! Normalmente esses implantes são feitos cm 08-10 mg de testosterona por kg de massa para os menos, mas o que se em visto nos consultórios são implantes acime de 1200 mg para mulheres! Vamos entender o que acontece então! A estimativa é que a cada 200 mg de testosterona implantada fere uma liberação de média de 1,3 a 13,7 mg/dia (lpes et al; 2005). A produção da mulher é cerva de 0,2 a 0,4 mg/dia. Basta fazer os cálculos e ver o quão distante esses implantes estão da normalidade! Aliás, já foi verificado que implantes com apenas 100 mg podem produzir níveis não fisiológicos de testosterona em mulheres (Buckler et all; 1998). Imaginemos, então, o que pode acontecer nos implantes com cargas hormonais de 1.200mg!! Outro problema é que a há dificuldade de interrupção imediata do tratamento caso obtenha algum efeito adverso. Isso faz com que muitas pessoas convivam com a masculinização e alterações fisiológicas negativas, ou você acredita que aquela voz grossa é mesmo inflamação de garganta (eterna?).


Todos devem entender que o excesso de hormônios, especialmente a testosterona, está associado há diversos problemas de saúde já conhecidos, como lesões hepáticas, problemas cardiovasculares e alterações negativas nos lipídeos sanguíneos. O fato é que, independente da forma que se tome ou do nome que se dê, no final das contas, os níveis hormonais estão sendo elevados muito acima dos valores normais por meio dessas "terapias".

Portanto, me desculpem pela sinceridade, mas quem estiver nessa, está simplesmente tomando BOMBA, Só que a diferença é que está fazendo isso cm um picareta formado em medicina e não com um marombeiro-fornecedor, que diga-se de passagem, muitas vezes faz um serviço menos ruim e cobra beeeeeeem menos!

Ando refletindo muito sobre isso e não sei o que é pior, 1) ver uma pessoa habilitada a exercer uma vela profissão, cujo objetivo é salvar vidas, prescrever bombas com finalidades estéticas ou 2) ver professores de Educação Físicas estimulando seus alunos a procurarem essas pessoas pois, dessa forma, o alunos consegue resultados mesmo com treinos precários que vê, recebendo.

(Paulo Getil)
Buckler M, Robertson WR, Wu FC. Wich androgen relacement terap for women? J Clin Endocrinol Metab. 1998 83 )11): 3920-4.

Lopes EJA, Satos TC, Góes PM, Srougi M. Implante subcutâneo de testosterona. Rev Bras Med. 2006 63(): 434-438.

BOM FINAL DE ANO A TODOS E QUE 2014 POSSAMOS GOZAR UM POUCO MAIS DE RESPEITO EM NOSSA PROFISSÃO.



sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O METABOLISMO DA GORDURA

Final do ano chegando e podemos observar um "bum" nas academias de musculação e centros de estéticas espalhadas pelo Brasil, a vontade de estar bem com o corpo e com os quilinhos em dia faz com que grande parte dos brasileiros quase que enlouqueçam nos últimos meses do ano, principalmente no último mês. Mas será que realmente essa desvairada compulsividade momentânea de ter o corpo escultural às vésperas da virada do ano traz resultados significativos mesmo? O tema de hoje será sobre o metabolismo da gordura e os seus efeitos.

                                                             O METABOLISMO DA GORDURA


Conhecida como LIPÍDIO, a gordura é o substrato energético que mais tem fonte de energia no nosso organismo, juntamente com os carboidratos e as proteínas formam os macronutrientes do organismo e a gordura é o grande responsável pela energia que utilizamos em repouso (sem exercício físico) e também de grande função térmica. Sabemos que quando ingerimos em excesso qualquer um desses macronutrientes o nosso organismo serão armazenados em forma de gordura e é aqui mora o perigo, e exatamente neste momento que o seu corpo começa a mudar a estrutura e você passa a se tornar "gordinho".

O grande problema da gordura são as doenças que ela pode trazer consigo, dentre elas podemos citar as doenças cardiovasculares, além dos problemas sociais que esse mal pode causar a vida do indivíduo.

Já sabemos o que é a gordura e como armazenamos, porém agora vem a grande dúvida, como fazemos para eliminar a tão indesejável.

Para que aconteça o processo de eliminação da gordura é necessário uma grande reação fisiológica no nosso organismo para que esse importante substrato energético seja utilizado. Os estudos mais do que comprovaram que a grande maneira de eliminar essa gordura armazenada é aumentando o seu gasto calórico e é justamente nesse ponto que entra o EXERCÍCIO FÍSICO, ele mesmo, como a implementação do programa de exercício físico existe um aumento na produção de adrenalina e noradrenalina que se ligam a receptores específico (β3) das membranas dos adipócitos desencadeando uma cascata de reações, outros hormônios como o GH (Hormônio do crescimento), TSH (Tireóide estimulante) e ACTH ( adrenocorticotropina) participam e ajudam nessa cascata que desencadeará o processo de metabolização da gordura. Todo esse desencadeamento dessa cascata faz com que a gordura mobilizada seja levada até ao FÍGADO e lá seja transformada em ácido graxo participando efetivamente no processo de ressíntese de ATP (recuperação de energia).



Como você pode observar existe um processo muito complicado para que a gordura seja metabolizado e utilizada, apesar de todo esse processo o nosso corpo faz isso com a maior facilidade, não sendo assim tão difícil utilizar essa gordura armazenada, entretanto vale ressaltar que não basta somente a incorporação do exercício físico, é necessário também que haja uma mudança na alimentação para que ocorra um equilíbrio energético favorável para a utilização dessa substância.

A grande questão que observamos nos dias de hoje é a grande promessa de eliminar esse poderoso substrato energético com grande facilidade, esteticistas espalhados pelos país prometem eliminar sua gordura com alguma facilidade e você acabou de observar que não é tão fácil assim, explico:

Certa vez ouvi de uma cliente , que sua esteticista havia dito que a gordura seria facilmente eliminada pela urina após algumas massagens e redirecionamento da mesma para o setor linfático e sanguíneo, chegando assim os rins e sendo eliminada pela urina. Vamos aos fatos: Como descrito acima, para que a gordura seja transportada pela corrente sanguínea ela precisa passar por uma seria de reações, e implementos de hormônios para que ela seja recebidas pelos transportadores de células, substratos entre outros pela corrente sanguínea. Outro fator importante é que substâncias somente são aceitas em órgãos específicos se elas possuem a "senha" para que seja recebida, ou seja, os fisiologistas chamam de "processo chave-fechadura" somente receberá a gordura (já em processo de metabolização) aqueles órgãos que tiverem as estruturas que se ligam a gordura e possam recebê-la, e sabe-se que os rins não recebem gordura, por tanto, NÃO EXISTE PROCESSO DE ELIMINAÇÃO DE GORDURA PELA URINA.

Ai provavelmente você ficará com a dúvida, "Então porque eu estou diminuindo medidas?" Simples, a gordura é uma molécula maleável na sua forma de armazenamento, por tanto alguns apertões, empurrões, torções e outras coisas podem fazer com que essa gordura seja realocada em outro local do organismo, o esteticista pode até mesmo, pasme, aumentar seu glúteo e o seu seio se ele for habilidoso. Já percebeu que no processo de emagrecimento de uma pessoa a primeira parte que você percebe estar diminuindo é o rosto e que logo após o rosto volta a ficar normal? Então esse processo nada mais é do que a REORGANIZAÇÃO da gordura corporal. De fácil estratégia, pois ela se encontra localizada sub-cutâneamente (em baixo da pele).

Espero com este post, ter tirado muitas dúvidas do pessoal mais leigo com relação a esse assunto, pois me assunta o tanto de charlatão que está trabalhando no mercado dizendo e prometendo loucuras com relação ao processo de emagrecimento e "queima de gordura" sem mesmo nem saber o que é um substrato energético, para que serve e que a gordura é o principal deles.

desejo a vocês um FELIZ NATAL, um PRÓSPERO ANO NOVO, cheio de paz, alegria, sucesso e de muito esforço, treino, dieta e controle mental, pois sem esses requisitos, NÃO EXISTE MILAGRES. 


domingo, 28 de abril de 2013

TIPOS DE TREINAMENTO INTERVALADO

Na postagem passada falei sobre o melhor tipo de treino para emagrecer esclarecendo sobre o TREINAMENTO INTERVALADO e disse que voltaria dando alguns exemplos de treinamento intervalado.
Pois bem, chegou então o momento de lhes dar algumas amostras do que é e de como fazer o treinamento intervalado.

Treinamento intervalado é aquele treinamento em que você coloca alguns intervalos curtos durante a sessão de treinamento, elabora-se um programa e dentro deste programa é executado um pequeno período de descanso após algumas series de alguns tipos de exercícios, proporcionando uma recuperação, seja ela ativa ou passiva, para que a qualidade a intensidade seja mantida em alta durante todo o desenvolvimento do treinamento. 

O intervalo serve para a recuperação da ATP que é um dos combustíveis energéticos utilizados durante o desenvolvimento do treinamento, observe no quadro abaixo o tempo de intervalo equivalente para a % da recuperação da ATP .


Posto agora alguns tipos de treinamento intervalado para vocês...

Se aqueça por 10 minutos, corra por 1 minuto a 13km/h e descanse andando por 1 minuto a 4 ou 5 km/h - Repita a operação de 5 a 10x, vai depender do seu condicionamento físico.

Peça ao um profissional de Educação Física para montar um programa de musculação onde vc irá fazer uma serie em determinados número de aparelhos e ao final vc irá para a esteira, bicicleta ou qualquer outro tipo de de exercício aeróbico pelo intervalo de 3 minutos, repita essa seria de 3 a 4x.

Esses dois exemplos de exercícios foram com descanso ativo, você também poderá fazer o descanso de modo passivo, onde ficara o intervalo sem fazer nenhum tipo de exercício, apenas parado, lembrando que o tempo deverá ser menor, pois a recuperação será mais rápida.

Espero que possa ter ajudado um pouco no entendimento do treinamento intervalado, mas nunca se esqueça que a melhor maneira de fazer um treinamento de qualidade é procurar um profissional de Educação Física capacitado, ele e SOMENTE ELE poderá montar um programa de qualidade respeitando o seu momento, a sua individualidade e totalmente voltado aos seus objetivos.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

QUAL O MELHOR TREINO PARA EMAGRECER?



Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que “a obesidade vem crescendo de forma alarmante no mundo inteiro, deixando de ser uma preocupação meramente estética para se transformar num problema grave de saúde pública, numa epidemia global”.
Diante dessa alarmante noticia fica a questão inevitável, qual o melhor tipo de treino para ajudar no processo de emagrecimento? Muito já se estudou e até bem pouco tempo acreditava-se que o treinamento continuo de intensidade moderada (75 à 85% da FC) era o tipo de treinamento mais adequado para tal objetivo, porém pesquisas recentes tem mostrado que esse tabu foi quebrado, pesquisadores encontraram no TREINAMENTO INTERVALADO percentual maior de diminuição da gordura corporal com um ponto à favor, a diminuição da gordura abdominal é a mais visível nos estudos.
Acredita-se que o treinamento intervalado (T.I.) produz mais benefícios ao reduzir a gordura corporal pelo fato de estar diretamente ligado pós treino, por ser um treinamento de alta intensidade e exigir do individuo grande capacidade pulmonar, hormonal e do coração durante a execução da tarefa, o pós treino deixa o consumo calórico dele aumentado por mais tempo, um fenômeno chamado EPOC (consumo de oxigênio pós exercício), após a atividade de alta intensidade com curtos espaços de recuperação o corpo precisa repor os seus estoques, que nada mais é do que o gasto energético utilizado para estabilizar e recuperar, os níveis das funções que foram desestabilizadas durante a execução do exercício, como por exemplo, restaurar os estoques de glicogênio e ATP, regular a temperatura corporal, reorganizar a distribuição sanguínea, controlar a ventilação pulmonar e reorganizar o comportamento do sistema endócrino, e com isso também há um alto consumo de calorias durante a fase de repouso.
Outro benefício do T.I. é a melhora também na capacidade aeróbia do indivíduo, que é aumentada devido ao aumento do débito sistólico em repouso, ou seja, durante os diversos momentos de repouso que o treinamento intervalado oferece o débito sistólico alcança o mais alto nível, melhorando assim a condição da capacidade aeróbia do indivíduo.
Por tanto, sabe-se que hoje o melhor tipo de treinamento é o T.I. para a redução de gordura corporal, mas nunca se esqueça de que o processo alimentar vem em conjunto com este trabalho, uma alimentação adequada e orientada por um profissional qualificado irá aumentar o nível do seu trabalho e consequentemente os resultados apareceram de maneira mais rápida e segura e satisfatória. Este trabalho deve ser sempre feito em conjunto do profissional de Educação Física com o nutricionista, procure ótimos profissionais e veja os resultados aparecerem.

Na próxima postagem falarei sobre o que realmente é o treinamento intervalado e darei algumas dicas de como montar um ótimo treino para que você possa atingir os seus objetivos com qualidade. Até a próxima.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

O QUE É HIPERTROFIA E COMO ELA ACONTECE





Após alguns anos trabalhando como profissional de Educação Física (Personal Trainer),  principalmente dentro de uma sala de musculação      (onde a procura pelo tema do referido texto é acentuada), começo a observar com um problema que em minha opinião é grave, profissionais da área de Educação Física que fazem o trabalho dentro dessas salas de hoje não sabem exatamente qual o significado da expressão “HIPERTROFIA” e como o fenômeno ocorre, prejudicando assim o treinamento do seu aluno/cliente não obtendo resultado satisfatório.
Sabe-se que vários fatores são necessários para que esse fenômeno aconteça, e indagando alguns profissionais percebi que apenas a minoria tem a certeza de como a hipertrofia acontece e o que é necessário para que haja ambiente favorável à mesma. Perante essas situação encontrada por mim, decidi escrever um pouco sobre o que é esse fenômeno, como ele ocorre o que é necessário para que ele ocorra.
Hipertrofia significa o aumento do tamanho de um órgão em consequência do aumento das funções celulares. A hipertrofia mais comum acontece na musculatura e pode ser provocada por fatores biológicos como o crescimento na fase de puberdade, a dilatação do útero durante a gravidez, etc., ou de forma forçada através da prática de musculação e do consumo de suplementos alimentares. Também acontece de forma patológica, como é o caso de Hipertrofia Benigna da Próstata (HBP) ou de hipertrofia do miocárdio (músculo cardíaco).

A hipertrofia é o processo através do qual as fibras musculares têm seu volume aumentado como resultado da sobrecarga tensional recebida. Essa tensão ocorre quando os músculos se contraem para fazer frente à resistência que lhe é imposta. Ou seja, a resistência imposta pelo peso dos para ser levantado ou movido provoca uma sobrecarga em determinado músculo, para permitir que ele faça o movimento. Como resultado imediato, a fibra muscular se torna permeável e os íons cálcio migram para dentro da fibra. O aumento da concentração desses íons de cálcio provocam a ruptura dos filamentos protéicos que compõem as fibras musculares. Desta forma, durante o treino ocorre a destruição desses filamentos e quanto mais intenso é o treino, maior o número de filamentos destruídos.
 Em se tratando de hipertrofia muscular, pode ocorrer o aumento no número e ou diâmetro das miofibrilas, consequentemente provocando um aumento da fibra muscular. Segundo Goldspink (1998), o aumento no número de miofibrilas é mais eficaz para a hipertrofia do que o aumento do tamanho destas. Podemos então descrever também outro tão falado processo, o crescimento muscular apenas por hiperplasia. Segundo Tortora, Grard J. et aal, “É o aumento no número de células de um tecido devido ao aumento na frequência de divisão celular”, neste caso também ocorrendo no tecido muscular esquelético. Processos de hiperplasia são descritos por alguns trabalhos porém ainda controversos e polêmicos.
Estes processos, hipertrofia ou hiperplasia, se garantem pela síntese de proteínas, principalmente após o treinamento com pesos, onde esta síntese estará aumentada a níveis máximos. Sendo assim, entendemos a necessidade da oferta adequada de proteínas aos músculos pela dieta e suplementação, a fim também de minimizar situações de degeneração proteica (catabolismo) também presentes nos processos de treinamentos e recuperação.
 De acordo com Simón (2007), a hipertrofia possui os seguintes componentes:
  • Aumento considerável da secção transversal das fibras musculares (aumento do diâmetro da fibra muscular);
  • Aumento do tecido conectivo, que é aquele que não se contrai e representa  aproximadamente 12% do musculo;
  • Aumento de vascularização ou a formação de novos capilares;
  • Melhora do metabolismo muscular.
Com o estímulo à vascularização, próprio da sobrecarga metabólica, também contribui para o volume dos músculos. A quantidade de glicogênio pode triplicar nos músculos e, considerando-se que por razões de hidratação molecular, cada grama de glicogênio carrega quase três gramas de água, compreende-se o grande aumento do conteúdo de água intracelular resultante do processo.
Durante o período de recuperação que se segue ao treino, esses filamentos são reconstituídos através dos aminoácidos presentes nas proteínas, por isso a alimentação depois do treino tem caráter essencial na hipertrofia. No período de até 4 horas pós-treino deve-se consumir carboidratos e proteínas, através da alimentação ou de suplementos. Esses dois elementos são responsáveis respectivamente pela restauração das reservas de ATP – trifosfato de adenosina, que é a fonte de energia que mantém tudo funcionando e pela reconstituição das fibras musculares. A reconstituição dos filamentos das fibras musculares é sempre maior que os danos, assim ocorre o aumento do volume de massa muscular. Contudo, se a destruição for muito acentuada, a recuperação poderá ser insuficiente para aumentar o volume muscular.
Nutrição é o que fará a grande diferença em todo esse processo, o treino pode ser o mais pesado possível, mas se você não estiver com uma dieta equilibrada nos nutrientes necessários para que ocorra o fenômeno você só estará aumentando o seu gasto calórico ( e caso esteja comendo muito errado, poderá e irá entrar no processo de diminuição de peso corporal).
Quando o assunto é nutrição existe uma regra bem simples para que esse fenômeno aconteça, sua ingesta de calorias de qualidade tem que ser maior do que o que você gasta, e se o seu objetivo for diminuir % de gordura corporal a sua ingesta de calorias de qualidade tem que ser menor do que você gasta.
Como fazer para gastar essas calorias e ter um treino de qualidade, será abordado em uma próxima postagem, no momento apenas entenda que, MESMO SE VOCÊ TREINAR PESADO, VOCÊ PRECISARÁ DE UMA ALIMENTAÇÃO DE QUALIDADE PARA QUE HAJA O PROCESSO DE HIPERTROFIA, caso sua alimentação não seja adequada, você estará apenas aumentando o gasto calórico do seu dia-a-dia, favorecendo a perda de peso.
Para que você não erre na, que em minha opinião é a principal parte no processo de construção muscular ou queima de gordura, procure um nutricionista esportivo, só ele poderá fazer uma avaliação correta e juntamente com um profissional de Educação Física poderão lhe ajudar a chegar no seu objetivo, fique atento e não saia praticando as besteiras que você ouve por ai dentro de uma sala de musculação.
Bons treinos até a próxima.


Referências:
SANTAREM, José Maria.  Hipertrofia Muscular. Disponível em: saudetotal.com.br/artigos/atividadefisica/hipertrofia.asp;
SIMÓN Felipe Calderón. Técnicas de Musculação: Guia passo a passo, totalmente ilustrativo. São Paulo: Câmara Brasileira de Livros, 2007. 194 p;
Hipertrofia.net;
Dicas de treino.com.br.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

OXYELITE - a verdade por trás deste suplemento

A obesidade nos dias de hoje é um problema que em minha opinião deveria ser tratada como problema de saúde pública, porém até que esse problema seja encarado de forma correta muitas pessoas ainda sofreram deste mal.
A procura pelo processo de emagrecimento é de longe vista muitos como uma verdadeira guerra, inúmeras são as maneiras que vemos para conseguir esse processo: Alimentação adequada, níveis adequados de exercício físico e suplementação são as mais conhecidas.
Na suplementação existem várias fórmulas que prometem milagres no processo de emagrecimento, mas muitas deles sem comprovação científica deixando assim dúvidas sobre o seu real efeito no organismo.
Dentre os vários que encontramos o OXYELITE é um termogênico que promete aumentar a queima de gordura do seu corpo, prometendo acelerar o seu metabolismo. 
Em qualquer academia nos dias atuais podemos nos deparar com pessoas que fazem o seu uso sem se quer saber o real efeito da substância e se ela realmente pode utilizar esse tipo de substância, muitas vezes muitos desses escondem de todos o seu uso, dificultando assim o processo de ajuda em casa de algum problema serio.
Mas qual realmente o efeito do OXYELITE?
É composto por uma substância chamada dimetilaminamina (DMAA), que pode causar dependências, disfunções metabólicas, insuficiência renal, falência do fígado, problemas cardiovasculares, alterações do sistema nervoso e até a morte.
Alguns sites que vendem esse produto costumam colocar que você irá virar um "formo de queimar gorduras", mas não é bem assim que ele funciona, o oxyelite é um termogênico que tem como característica principal elevar a taxa de ÁCIDOS GRAXOS na corrente sanguínea, e é exatamente ai o X da questão do suplemento, com os ácidos graxos livres circulantes, pesquisadores descobriram que existe um hormônio chamado LEPTINA, produzido pela tecido adiposo e o grande papel dela é ser recebida por receptores específicos no cérebro dando a sensação de saciedade, controlando assim a voracidade e a compulsividade pela comida, ou seja, o Oxyelite aumenta os graxos ácidos circulantes na corrente sanguínea que por sua vez chegam ao cérebro e junto com eles a Leptina que preenche os espaços reservados nos seus receptores dando um maior tempo de saciedade, fazendo você comer somente o necessário e deixando você mais equilibrado dentro da dieta.
Com o treinamento montado pelo seu treinador ou Personal Trainer, você aumentará significativamente o gasto calórico e com uma dieta equilibrada está feita a mágica, você começará a perder peso e logo conseguirá atingir os seus objetivos.
Mas lembre-se de que sem uma dieta equilibrada, balanceada e um treino de qualidade, o suplemento não irá fazer milagres por você, por isso procure um profissional de Educação Física e um nutricionista para que você seja acompanhado por pessoas capacitadas para lhe ajudar no seu processo de emagrecimento / definição.
Espero ter ajudado mais um pouco a sanar algumas dúvidas que temos diariamente sobre nossa área, minha intenção aqui não é ser o dono da verdade mas sim colocar em práticas alguns conhecimentos adquiridos e poder abrir para a comunidade um debate saudável para que possamos chegar a conclusão de algumas questões que muitas vezes ficam sem embasamento cientifico, sendo tiradas conclusões apenas com empirismo.
Até a próxima.





sábado, 1 de setembro de 2012

CREATINA NO PROCESSO DE EMAGRECIMENTO




CREATINA NO PROCESSO DE EMAGRECIMENTO, 
ENTENDA PORQUE ELA É FAVORÁVEL







A Creatina e o Emagrecimento: Entenda o Que Ocorre:

Muito se fala sobre as indicações e comprovações da creatina relacionadas ao ganho muscular e, contra-indicada em períodos de definição muscular. Todavia, é errôneo afirmar que a creatina é um suplemento não indicado, meso quando se visa a definição muscular

Primeiramente, vamos entender como a creatina funciona:

A creatina endógena, é fabricada por humanos no fígado, pâncreas e rins a partir de dois precursores (aminoácidos) chamados glicina e arginina. Basicamente, um grupo amina da arginina é transportado para a glicina, formando a guanidinoacetato e a omitina. Então, a creatina é formada através da cessão do grupo metil da S-adenosilmetionina ao guanidinoacetato recém formado. Assim, a creatina pode ser captada pelo tecido muscular e, posteriormente fosforilada pela CK, formando a fosfocreatina (PCr). O produto final da fosfocreatina é então a creatinina, eliminada na urina. Quando a necessidade energética aumenta, a PCr então, passa a doar um fosfato para a ADP (adenosina di-fosfato), fazendo com que ela novamente se torne tri-fosfato (ATP). A Creatina é utilizada como suplemento ergogênico, na medida em que é capaz de aumentar os níveis de ATP no músculo, diminuindo a fadiga muscular durante e após o treinamento, justamente por aumentar a quantidade de fosfocreatina no músculo. Isso, digo, o consumo da creatina, parece lógico então, para quaisquer tipos de esportes no qual os níveis de ATP tendam a cair. Todavia, devido a essa maior captação do músculo por Creatina e, também por outros nutrientes que são levados pelo sangue até lá durante e após a atividade física, o tamanho muscular, tende a aumentar, causando a retenção de alguns muitos nutrientes naquele local. Porém, isso não acontece unicamente na célula muscular, mas em outras células do corpo (retenção intracelular) e também, mas em menor quantidade, em ambientes extracelulares. Logo, ocasionou-se a hipótese de que a creatina suplementada poderia ter de alguma forma influência negativa na definição muscular.




Mas, retenção hídrica, está bem longe de ser gordura, em primeiro lugar. Em segundo, a creatina não causa grande retenção hídrica (e, mesmo nos casos que induz a retenção, ela não é em grande quantidade). Mais lógico parece uma dieta inadequada com quantidades de sais extremamente altas, relacionadas a tal retenção.

Outro fator que devemos levar em consideração quando o assunto é a Creatina, é o aumento de performance (resultando em um maior gasto calórico) e, em alguns casos, a influência indireta na recuperação muscular e, claro, na hipertrofia. E, como você deve bem lembrar, o aumento da massa muscular faz com que as demandas energéticas do corpo aumentem, causando um aumento na taxa metabólica basal e, então, otimizando a utilização das células de gordura como energia (através da lipólise).



Conclusão:

A creatina é um suplemento adequado em quaisquer fases, pois, comprovadamente aumenta a performance e os níveis energéticos musculares. Além disso, ela pode ser indiretamente usada na construção muscular afim de fazer com que naturalmente a taxa metabólica basal seja aumentada.








terça-feira, 6 de março de 2012

TREINAMENTO RESISTIDO PARA MULHERES



Já está mais do que comprovado que o treinamento com peso não é só coisa de homem, os benefícios que as mulheres encontram quando aderem a essa modalidade são enormes e por isso cada vez mais observamos o aumento dessa população nas academias do mundo.
Cada vez mais pesquisas comprovam que se as mulheres seguirem um programa regular e moderado de treinamento de força, elas vão ter muitas vantagens para o bem-estar e saúde. Algumas ainda têm um pouco de receio, pois pensam que ao levantar pesos, o corpo pode ficar masculinizado, sabe-se que hoje essa é uma grande inverdade.
A constante influência da mídia, além de outras pressões do ambiente social e familiar, tem potencializado a disseminação de valores e padrões estéticos de um corpo com músculos aparentes e mínima quantidade de adiposidade, isso acabou por ser uma das responsáveis por esse “buum” das mulheres nas academias.
Porém a questão estética não é o único benefício que as mulheres conseguem:
Aumento de massa magra;
Diminuição da gordura corporal;
Diminuição do estresse;
Melhora da força muscula;
Diminuição dos sintomas relacionados à TPM;
Melhora do sono;
Melhora da qualidade de vida;
São outras vertentes que são encontradas pelas mulheres no trabalho com peso.
Com relação a como trabalharmos com as mulheres, devemos saber que o treinamento feminino não é muito diferente do treinamento masculino, levando em consideração que geneticamente homens são mais forte do que mulheres, devemos apenas atentar para os níveis de trabalho e de estado da mulher ao iniciar o programa de exercício com  você profissional de Educação Física.
Vamos explicar:
Wilmore demonstrou que mulheres possuem cerca de 37% da força de um homem no exercício de supino, mas quando comparada a força muscular de membros inferiores no Leg Press a força chega a 73%, por tanto, exercícios para membros superiores devem ser mais brandos para mulheres e bem próximo do treino de homens com relação ao treino de membros inferiores, respeitando sempre a individualidade biológica do indivíduo.
Nunca se esqueça de que as mulheres tem certa particularidade, pois gostam de enrijecer algumas musculaturas específicas como tríceps, glúteos e pernas, assim como homens (na grande maioria) gostam de aumentar os peitorais, observando mais este fenômeno, monte o treino de acordo com as necessidades dos seus clientes e respeitando essas dicas que demos, você irá observar que os resultados aparecem com tranquilidade.
Bom trabalho e bons treinos.


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

CO-CONTRAÇÃO MUSCULAR



o fenômeno caracterizado pela contração simultânea de um ou mais músculos em torno de uma articulação.
Sabe-se também que a medida de co-contração tem sido bastante utilizada para medir a qualidade de coordenação motora, Além disso, a presença excessiva de co-contração tem sido associada a patologias neuromusculares como uma possível causa de movimentos anormais e ineficientes.
Caracterizada pela ativação simultânea dos músculos agonistas como dos antagonistas, esse fenômeno tem importante papel na rigidez muscular dinâmica (Williams et all, 2001). Pelo que se sabe a CCM atua na estabilidade por meio de ajustes antecipatórios e reativos evidenciado pelo comportamento da atividade mioelétrica dos músculos que cruzam uma articulação, proporcionando maior estabilidade articular (Gardner-Morse, Stokes, 2001)
Duas abordagens pode-se tirar quando se fala em co-contração muscular, a primeira é que alguns fatores ligam este fenômeno a rigidez muscular, a ineficiência da função muscular e a um alto gasto energético, por outro lado alguns autores estão ligando este fenômeno à ganhos de estabilidade articular dinâmica, por tanto algo positivo. De acordo com esses autores não podemos então julgar a co-contração e sim saber usá-la em seu objetivo, a critério de cada profissional.
Existe um grande problema quando se pensa em medir a co-contração muscular, a definição de uma método que seja “PADRÃO OURO” para fazer essa análise, vários autores fizeram estudos para medir a co-contração, porém      cada autor fez a medida de uma maneira diferente, mostrando assim resultados diferentes e não satisfatórios com relação à esse fenômeno, por isso este tema fica ainda aberto e deixando margens para que cada pessoa tire suas conclusões, pois somente quando um padrão ouro for determinado e estudos realizados poderemos determinar realmente se a co-contração é um fenômeno de grande valia o maléfico.
NORKIN, C.C.; LEVANGIE, P.K.. Muscle structure and function. In: NORKIN, C.C., LEVANGIE, P.K.. Joint structure and function: a comprehensive analysis, 1 st  ed., Philadelphia, Davis Company, 1992, 92-104.
BROUWER, B., ASHBY, P.. Altered corticalspinal projections to lower limb motoneurons in subjects with cerebral palsy. Brain. 1991; 114: 1395-1407.
M I L N E R - B R O W N ,   H . S . ;   P E N N ,   R . D . . Pathophysiological mechanism in cerebral palsy. J of Neurolol Neurosurg Psychiatry. 1979; 42: 606-618. 

terça-feira, 8 de novembro de 2011


Olá galera, finalmente chegamos a ultima parte sobre os sistemas e métodos de treinamento de força, espero que vocês gostem da ultima parte, para quem acompanhou foram vários sistemas que podem ajudar muito na hora de você montar o seu treino ou o treino para seu cliente/aluno...
Lembrando que a próxima postagem será sobre co-contração, um tema muito interessante.
Aguardo agora novas sugestões para novas postagens... Grande abraço a todos


13 – Método da Fadiga Excêntrica - (hipertrofia e força)

Este método consiste em levar as repetições forçadas ou roubadas até os limites extremos. Para se treinar com fadiga excêntrica é recomendável utilizar cargas elevadas – que permitam repetições entre 3 e 6 completas – realizando o exercício até a falha concêntrica e, em seguida, utilizar um dos 2 métodos acima para prosseguir com o movimento até que haja impossibilidade de sustentar a fase excêntrica. 
A fadiga excêntrica leva o trino a viveis elevadíssimos de intensidade e não deve ser usada por qualquer pessoa a qualquer momento, do contrário promoverá lesão, e não adaptação. Lembre-se de que nosso corpo é um sistema intimamente interligado e, por isso, a intensidade não se limita aos músculos, mas também envolve o estresse neural, articular, psicológico, e este estado geral deve ser levado em conta ao aplicar métodos intensivos. 
Devido à elevada intensidade da fadiga excêntrica, ela só deve ser usada em uma ou duas séries por treino, com intervalos de 7 a 10 dias, ou com mais freqüência, durante fases intensivas, conhecidas como microciclo de choque. 
Algumas observações práticas em relação a esse método:
- Não usar este método por períodos muito longos de tempo (tempo sugerido: +/- 4 semanas);
- Reduzir o volume de treino (1 a 2 séries para grandes grupos musculares);
- Utilizar poucos movimentos complementares – ao usarmos a fadiga excêntrica em exercícios multiarticulares, deve-se levar em conta, além do estresse na musculatura principal, o trabalho dos músculos acessórios. No caso do supino, por exemplo, há a necessidade de reduzir também o volume e intensidade de ombro e tríceps. Caso contrário, poderá ocorrer excesso de treinamento e lesões articulares;
- Ajustar o intervalo de descanso: 2 a10 minutos;
- Usar a fadiga excêntrica em 1 a 3 séries por treino;
- Utilizar, prioritariamente, em movimentos complexos.

 14 – Método SuperLento ou Super Slow - (resistência muscular e hipetrofia)

Este método consiste em realizar repetições de forma extremamente lenta, levando de 15 a 60 segundos para completar um ciclo de movimento. A proposição original de Ken Hutchins, conhecida com superslow, é a realização de repetições com cadências de 5 segundos para fase excêntrica e 10 segundos para fase concêntrica (Gentil, 2005). 
Para aproveitar adequadamente este método é importante não utilizar cargas deliberadamente baixas, pois a dor pode mascarar a intensidade real do exercício, desencorajando o executante a utilizar cargas maiores, apesar de seus músculos as suportarem. Isto garante um trabalho mais completo em nível de unidades motoras, pois o movimento lento, submáximo e como cargas reduzidas, ativaria principalmente as unidades motoras pequenas, com baixo limiar de excitabilidade. 
A combinação de cargas baixas e velocidade lenta, faz com que o método superlento promova baixo ganho de força, mas parece ser bom para desenvolvimento de hipertrofia e resistência muscular. 
Ao usar o método superlento, deve-se manter a técnica correta durante todo o movimento e enfatizar os pontos de quebra (desvantagem mecânica), senão os estímulos serão subaproveitados. Nesse caso, para se aproveitar melhor o método, é interessante enfatizar os ângulos próximos de 90º (cerca de 80 a 100º). 
Uma vantagem pratica deste método é o uso de cargas moderadas que são relativamente baixas (em relação aos outros métodos), podendo ser prescritos em períodos onde não se desejam sobrecarregar demasiadamente as estruturas conectivas. Além disso, é um bom método para trabalhar a consciência motora na execução dos movimentos.
                                                                                                
15 – Método Ondulatório - (força, hipertrofia e potência)

Este método baseia-se na forma de uma onda, em que o ventre superior reflete cargas altas e repetições baixas e no ventre inferior cargas moderadas, porém com altas repetições. 
A expllicação deste tipo de treino parece estar no conceito de potenciação pós-tetânica, segundo o qual, após uma contração muscular intensa, ocorrem favorecimento da ativação das fibras e maior capacidade de gerar força. Algumas explicações fisiológicas para o fenômeno são as alterações nas concentrações de neurotransmissores, fluxo dos íons de sódio e potássio, e acúmulo de íons de cálcio no sarcoplasma. 
O ponto ideal para se reiniciar o exercício é resultado da soma de diversos fatores, principalmente potenciação pós-tetânica e fadiga. Este período varia entre 3 a 10 minutos, meio-tempo em que há possibilidade de utilizar cargas mais elevadas do que se faria normalmente e, dessa forma, de proporcionar um maior estresse mecânico às estruturas musculares – o que favoreceria o processo de hipertrofia, dentro da abordagem dos treinos tensionais – e maiores adaptações neurais (força e potência). 
Há outros fatores que influenciam o fenômeno como tipos de fibras (melhores respostas nas fibras tipo II) e tempo de contração (quanto menor o tempo, maior a potenciação). Portanto, para o melhor aproveitamento da potenciação pós-tetânica é necessária a realização de repetições baixas com cargas máximas. 
Para reduzir a monotonia dos longos intervalos, podem ser intercalados exercícios para outros grupos musculares enquanto se espera o tempo para a realização de uma nova série, mesclando o método com o super-set. Há outras variações desse método, como alternar séries de 8 a 12 repetições, e suas variações crescentes e decrescente, levando em consideração o ajuste das cargas, sendo que este variação é conhecida como método de contraste. 
Deve-se ter cuidado com o abuso do método devido ao trabalho constante com cargas muito altas, tornando recomendável que se racionalize o uso da potenciação pós-tetânica dentro de um planejamento, para não expor as estruturas articulares às lesões. Este método não é recomendado para iniciantes, pois além do risco de lesões, foi verificado que o fenômeno da potenciação pós-tetânica não é bem aproveitado nesse grupo (Gentil, 2005).
16 – Método da Pausa/Descanso - (força e resistência a fadiga)

Este método é executado da seguinte forma:
- Realizar o movimento até a falha concêntrica;
- Dar uma pausa de 5 a 15 segundos;
- Retornar ao movimento, até nova falha concêntrica;
- Repetir o procedimento até atingir o objetivo estipulado (número de pausas, repetições, tempo, fadiga). 
As pausas curtas são usadas com a finalidade de restabelecer parcialmente o estado metabólico e neural, possibilitando que o exercício prossiga e fornecendo, assim, maior quantidade de estímulos. O tempo de intervalo iniciado de 5 segundos deve-se aos resultados de estudos feitos com contrações intensas, que mostraram a ocorrência de reações favoráveis à retomada do exercício nesse tempo, devido ao pico da potenciação pós-tetânica. 
Este método é muito útil para auxiliar na adaptação do aluno a determinado estímulo, principalmente metabólico. Muitas vezes, por exemplo, há dificuldades em realizar um número elevado de repetições devido à dificuldade em lidar com a dor, principalmente em indivíduos habituados a treinar com métodos tensionais. Nesses casos, a utilização das pausas pode promover adaptação progressiva, sem que haja necessidade de uma redução muito expressiva da carga absoluta. 
O uso de treinos de pausa-descanso pode ser interessante para ganhos de resitência de força, por estimular o organismo a se recuperar entre estímulos intensos.
  
17 – Método Repetições parciais (oclusão vascular)

O método da oclusão vascular consiste em realizar contrações curtas intensas (estáticas ou dinâmicas) e em seguida prosseguir com o movimento completo. 
Normalmente, as unidades motoras são recrutadas seguindo o princípio do tamanho, partindo das menores (fibras lentas), para as maiores (fibras rápidas), porém quando o músculo é contraído sob condições isquêmicas e/ou estado de acidose, este princípio não se aplica e as unidades motoras maiores são recrutadas preferencialmente. Deste modo, supõe-se que, ao realizar as repetições curtas, há diminuição do fluxo sangüíneo, causando diminuição da entrega de oxigênio e, conseqüentemente, ativação das unidades motoras grandes (brancas), logo no início do movimento. 
Gentil (2005), citando os estudos de Takarada et al. (2000), relata que os resultados destes estudos trouxeram a sugestão de que contrações realizadas sob condições de elevado acúmulo de metabólitos sejam particularmente eficientes em produzir aumentos na massa muscular. Sugere-se assim, que a realização de repetições parciais poderia mimetizar esta condição, facilitando a obtenção de hipertrofia.
 Uma das grandes vantagens deste método é a utilização de cargas baixas, o que mantém elevado estresse muscular, enquanto recupera as estruturas articulares.
  
18 – Método Set 21 – (resistência muscular)

O set 21 tradicional, muito usado na rosca bíceps, é composto por três fases:
- Executar o movimento parcial, da extensão máxima até metade da amplitude completa (+/- 90º);
- Executar o movimento encurtado, da metade do comprimento angular (+/- 90º) até a contração completa;
- Executar o movimento completo.

Habitualmente, são dadas duas explicações para o uso do set 21: uma que este é um trabalho específico para cada ângulo do movimento; e outra é ativação proprioceptiva de modo que o fuso muscular seria ativado na primeira parte, estimulando a contração a fim de facilitar a fase seguinte. 
Porém, nenhuma das duas explicações é satisfatória. Portanto, propormos uma adaptação do set 21 às evidências fisiológicas conhecidas. Nesta nova abordagem, organiza-se a ordem dos movimentos da seguinte forma:
- Contração encurtada, com ênfase nos pontos de quebra;
- Movimento completo;
- Contração nos ângulos próximos ao alongamento. 
Desta forma, a acidose induzida com a contração inverteria o padrão de recrutamento (chamado unidades motoras maiores) e forneceria um ambiente metabólico ácido para os trabalhos posteriores. Ao iniciar o movimento completo nestas condições haveria maior estresse, apesar de a carga ser baixa, o que causaria fadiga em um grande número de unidades motoras. Com a progressão da fadiga haveria menor capacidade de gerar força, e seriam usadas as repetições parciais para prolongar o estímulo. Assim, seriam aliados os conceitos de oclusão vascular e das repetições parciais em um único método. 
O set 21 pode ser usado em vários movimentos além da rosca bíceps, como: elevação lateral, mesa extensora, mesa flexora, e crucifixo, porém ele é mais recomendável em movimentos uniarticulares com padrões circulares. 

19 – Método das Repetições parciais pós-fadiga concêntrica - (força)

Consiste na realização de repetições parciais e isométricas após a falha concêntrica. Aqui, se executa o movimento com a amplitude total e a técnica correta até que não seja mais possível fazê-lo. Em seguida, prossegue-se com a postura e técnicas corretas até os limites angulares possíveis. 
Em todos os exercícios, há ângulos onde é mais difícil mover a carga, o que se deve à baixa capacidade de as fibras se contraírem e/ou ao aumento do braço de resistência. Ao prosseguirmos o movimento até os ângulos em que seja possível fazê-lo é mantido um esforço relativamente alto com maiores estímulos para as fibras. 
Na realização deste método, recomenda-se que sejam realizadas insistências estáticas (2 a 4 segundos) para definir o ponto de quebra em todas as repetições parciais, realizando em média de 3 a 4 séries, dando um intervalo de 1 a 2 minutos entre as séries. 

Método Isométrico

No desenvolvimento do método isométrico, ou estático, utilizaremos tensões máximas ou submáximas com durações de 5 a 10 segundos. Desenvolvendo de 3 a 10 tensões musculares para diferentes ângulos do movimento com intervalos de 1 a 3 minutos entre cada tensão. 
Atualmente o método isométrico é utilizado para o desenvolvimento da força em determinado ângulo articular e nas suas imediações; e para sanar deficiências em algum ponto do movimento de determinada articulação.
As principais desvantagens do método isométrico são:
- como no método isotônico, só se desenvolve tensão máxima nos determinados ângulos de trabalho;
- não desenvolve de forma eficiente a força muscular dinâmica.
  
Método Isocinético

No método de trabalho isocinético utiliza-se em geral séries de 6 a 20 repetições para cada grupo muscular, realizando esforços musculares máximos em cada ângulo de movimento para que possamos obter vantagens, aproveitando o que de melhor há de nesse método de treinamento, que é o de fornecer resistência proporcional à força aplicada em cada ângulo do movimento, fato que não ocorre nos métodos isotônicos e isométricos. 
É importante enfatizar que o treinamento de força pelo método isocinético tem por finalidade melhorar a força de maneira geral e a resistência de força. Sua utilização no campo de treinamento desportivo fica limitada aos desportos que possuem movimentos do tipo isocinético, como, por exemplo, a natação. 

Método Pliométrico

Consiste na realização de exercícios em que a musculatura é alongada rapidamente, produzindo através do “reflexo miotático” ou “reflexo de estiramento” um trabalho concêntrico maior. No exercício pliométrico (como em muitas outras situações nos desportos), a sobrecarga é aplicada ao músculo esquelético de forma a distender rapidamente o músculo (fase excêntrica ou de estiramento) imediatamente antes da fase concêntrica ou de encurtamento da contração. Essa fase de alongamento rápido no ciclo de estiramento-encurtamento facilita a seguir provavelmente um movimento mais poderoso considerado como capaz de aprimorar os benefícios de velocidade-potência dessa forma de treinamento (McArdle et al.,1998). 
O método pliométrico é um método onde a potência muscular é a valência física mais objetivada. 
Esse trabalho, específico para membros inferiores, é realizado com exercícios de salto vertical, saltos múltiplos, saltos repetitivos no mesmo lugar, saltos em profundidade ou descida a partir de uma altura de aproximadamente 1 metro, saltos com uma única perna ou com ambas as pernas e várias outras modificações.
 O trabalho no método pliométrico deve ser feito através de exercícios que representam com uma maior fidelidade o biomecânica do gesto desportivo que o atleta pratica, com a realização de 4 a 8 grupos de 8 a 10 repetições para cada exercício (Rodrigues e Carnaval, 1985). 

Conclusão

Um ponto fundamental é a variação dos métodos e meios. A falta ou pouca variação dos métodos é uma das razões principais para a estagnação do desenvolvimento da massa muscular. 
Até os mais efetivos exercícios e métodos se aplicados em longo prazo, não nos levaria ao progresso e sim, acabaria nos levando a barreira de hipertrofia muscular. Pois, a experiência revela que nenhum método único de treino deve ser considerado o melhor ou absolutamente efetivo o tempo todo.
 Todos os recursos e métodos deveriam permanecer em um estágio determinado do processo de treinamento, dependendo do nível da condição do organismo, do caráter prévio da carga, dos objetivos do treinamento atual e do efeito acumulativo que este método deve provocar. 

Referências Bibliográficas: 
Gentil, Paulo. Bases Científicas do Treinamento de Hipertrofia. Rio de Janeiro: Sprint, 2005. 
McArdle, William D.; KATCH, Frank I. e KATCH, Victor I. Fisiologia do Exercício – Energia, Nutrição e Desempenho Humano. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 1998. 
Rodrigues, Carlos Eduardo Cossenza, e Carnaval, Paulo Eduardo. MUSCULAÇÃO: teoria e prática. 21. ed. - Rio de Janeiro: Sprint, 1985. 
Uchida, M.C. et al. Manual de musculação: uma abordagem teórica-prática do treinamento de força. 2.ed. – São Paulo:Phorte 2004.